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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Os belos gaviões da caatinga

As fotos

Nestas fotografias podemos observar algumas das aves de rapina da caatinga. São vários gaviões. As fotografias foram obtidas na caatinga do município de Petrolina, PE.

















Os fatos


As aves de rapina da caatinga são predominantemente, os gaviões. São inúmeras especeis de gaviões que podemos encontrar nas caatingas do Nordeste. Temos o gavião-preto, a acauã, o pega-pinto, o pé de serra, o gavião-tesoura, o gavião peneira, o gaviãozinho, etc. O destaque é para o gavião-carijó (Rupornis magnirostris) é uma das mais belas aves de rapina da caatinga nordestina. Essa ave pode chegar a mais de 40 cm de comprimento com uma plumagem belíssima variando de cinza a marrom e um azul escuro. No peito as listas marrons e brancas dão um tom de beleza inigualável. Os gaviões alimentam-se de pequenos vertebrados e tudo que consegue caçar quando estão com fome. Embora tenham várias espécies na caatinga, os gaviões não são muitos com facilidade. Todavia, a busca de água para beber tem sido uma constante dos gaviões o que possibilita a visão dos mesmos na caatinga. 

sábado, 7 de janeiro de 2017

Fotos que marcaram o ano de 2016 na caatinga do Sertão de Pernambuco

As fotos

Nestas fotografias, podemos observar alguns aspectos dos animais na caatinga do Sertão de Pernambuco nos 12 meses de 2016. As fotografias foram obtidas na caatinga do município de Petrolina, PE.



Uma cotia consumindo frutos do imbuzeiro


Um pequeno preá consumindo frutos do imbuzeiro


A caminhada do tatu-peba


Um belo gambá bebendo água


O desmatamento da caatinga


As águas de dezembro


Os filhotes das chuvas de fevereiro


Os açudes cheios com as chuvas de janeiro


Os riachos correndo


A grande quantidade de água nos riachos da caatinga


Um veado na caatinga


Uma bela família de guará


Um gato vermelho


O banho do gavião


A ninhada do marreco


Um veado consumindo frutos do imbuzeiro


A raposa albina da caatinga


O jacu na caatinga



Uma asa branca


Gatos vermelhos na sombra


Um belo gavião da caatinga



A floração do mulugu


Um gato vermelho com o filhote


Um veado bebendo água



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O veado catingueiro na caatinga do Sertão

As fotos

Nestas fotografias, podemos observar cenas do veado-catingueiro em uma área de caatinga do Sertão de Pernambuco. As fotografias foram obtidas na caatinga do município de Petrolina, PE.












Os fatos

Muito se tem reclamado das secas no Sertão do Nordeste, principalmente pela mortandade dos animais domésticos, principalmente de bovinos, ovinos e caprinos. Por outro lado, temos uma fauna rica em espécies que sobrevivem a essas calamidades quase que sem sofrer quaisquer danos. Uma dessas espécies é o veado-catingueiro (Mazama gouazoubira).  Sua maior ameaça é a caça indiscriminada. No Sertão de Pernambuco, encontra o veado-catingueiro é uma raridade, visto que, os habitantes da região realizam sua caça sistematicamente. Há grupos de caçadores organizados que promovem caçadas nas áreas de proteção, onde a ocorrência dessa espécie é mais frequente. O veado-catingueiro é uma espécie de pequeno porte de ocorrência em todo o território nacional, contudo em algumas regiões do Brasil, principalmente no Nordeste, essa espécie vem a cada dia sendo pouco observada.  Essa espécie ocorre em diferentes tipos de vegetação, como florestas, savanas, matas e áreas de cerrado e caatinga. Nas caatingas do Nordeste o veado-catingueiro prefere as áreas de formação de pastagens, onde se alimenta de brotos, gramíneas e leguminosas da caatinga, principalmente dos frutos, além do consumo das cactáceas no período de seca. Uma dessas cactáceas é o rabo de raposa, que é encontrada regularmente na caatinga. O veado-catingueiro alimentou-se, basicamente de mandacaru, xiquexique e outros pequenos cactos da caatinga como o rabo de raposa, o caroá, etc. Não há registro de que as secas tenham afetado esses animais, visto que, eles só consomem água se encontra disponível, caso contrário, obtém a água que precisa das plantas da caatinga. Enquanto nossos criadores de caprinos e ovinos do Sertão vêm a cada dia alterando a genética de seus rebanhos com raças importadas, pouco adaptadas a nossas condições, o veado-catingueiro continua firme e forte na conivência com a seca. Infelizmente não temos estudos onde as características de rusticidade desses animais possam ser repassadas para os nossos rebanhos capacitando-os as adversidades climáticas da região. Nada ou quase nada mudou da colonização até agora, isto é, os colonizadores pouco tiveram interesse pela fauna do Sertão, mais priorizaram a introdução de espécies exóticas, como o caprino. Hoje, o que temos é a continuidade dessas politica com a introdução constante de novas raças de caprinos e ovinos para os Sertões do Nordeste. Assim, uma pergunta fica sem resposta, se o veado consegue sobreviver às secas sucessivas do Nordeste, porque nossos criadores tem que esperar a mão protetora do Estado para salvar seus rebanhos no período de seca?


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

As chuvas de dezembro no Sertão de Pernambuco



As fotos 

Nestas fotografias podemos observar água das chuvas de dezembro em um barreiro e chuvas no Sertão de Pernambuco. As fotografias foram obtidas no município de Petrolina, PE. 
















Os fatos 

No Sertão de Pernambuco, a seca começa a perde força com a ocorrência de algumas chuvas em diversas áreas do sertão. De janeiro até hoje, tivemos 42 dias onde ocorreram precipitações e 312 dias sem qualquer ocorrência de chuvas. No total, choveu até agora 414,8 mm, sendo 262,2 mm só no mês de janeiro. No mês de fevereiro choveu 46,3 mm. No mês de março, 33,5 mm e 3,7 mm no mês de abril. Maio choveu 15,6 mm e junho 8,0 mm. As chuvas do mês de julho totalizaram 3,8 mm. Nos meses de agosto e setembro não foi registrada nenhuma precipitação. Neste início de outubro, tivemos as primeiras chuvas no Sertão com uma precipitação de 25,0 mm. Há relatos que em algumas comunidades as chuvas chegaram a um volume de 80 mm, encheram os barreiros e pequenos açudes. Nessas áreas a caatinga já iniciou sua recuperação com uma nova folhagem das plantas e uma grande diversidade de flores. No mês de novembro ocorreram dois eventos de chuvas, sendo 5,7 mm no dia 13 e 3,8 mm no dia 15, totalizando 9,5 mm. No mês de dezembro até o momento foram registrados dois eventos de chuvas com 1,5 mm no dia 15 e 7,9 mm no dia 16. Segundo dados da APAC (Agência Pernambucana de Águas e Clima) na Mesorregião do Sertão de Pernambucano, as chuvas foram bem distribuídas e significativas com alguns municípios superando os 90 mm. Em Belém do São Francisco choveu 115,0 mm, Araripina choveu 16,0 mm, Cabrobó choveu 53,0 mm, Calumbi choveu 24,0 mm, Exú choveu 20,0 mm, Lagoa Grande choveu 54,0 mm, Mirandiba choveu 32,0 mm, Ouricuri choveu 15,5 mm e Serrita choveu 92,0 mm. Essas chuvas favorecem a renovação da vegetação e tem importância grande para o bioma caatinga, principalmente para alimentação de pássaros, abelhas e outros animais da caatinga que enfrentavam uma restrição severa de falta de alimentos no período de seca, como também para os agricultores que já não tinham água e alimentos para seus rebanhos.Nas fotos podemos ver uma cisterna calçadão  e um barreiro que receberam um bom volume de água no município de Petrolina, PE.